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o Brasil, os carrapatos são os ectoparasitas mais importantes que
acometem equinos; eles sugam o sangue dos animais, abrem feridas que servem de
porta de entrada para microrganismos maléficos, e são vetores dos agentes
causais de doenças em equinos e até mesmo em humanos (Febre Maculosa). As três
espécies que são comumente encontradas são: Anocentor
nitens, Amblyomma cajennense e Boophilus microplus. Esta postagem
restringe-se à A. cajennense, que é
bastante encontrada na região sudeste, e vem causando problemas de ordem sanitária
em populações animais e em humanos.
O carrapato A. cajennense é um
artrópode que possui grande diversidade de hospedeiros, incluindo animais, aves
e o homem; dentre estes, necessita de três de uma mesma espécie ou espécies
diferentes para completar seu ciclo de vida. A fêmea ingurgitada (Figura 1) desprende-se
do hospedeiro e cai no solo em busca de local apropriado para liberar as larvas - micuins - (Figura 2), estas, partem em busca de um hospedeiro, ficando nos estratos mais
altos da vegetação (Figura 3); ao encontrá-lo, as larvas alimentam-se de seu sangue e, em
poucos dias, voltam ao solo para tornar-se ninfas - vermelhinho - (Figura 4); estas, por sua
vez, repetem os passos das larvas, procurando um hospedeiro, alimentando-se e
voltando ao solo para tornarem-se adultos (Figura 5); os adultos (machos e fêmeas), a fim
de se alimentarem e reproduzirem, também precisam de um hospedeiro; por fim, a
fêmea ingurgitada volta ao solo para iniciar um novo ciclo. No Brasil, o ciclo
completo de vida do carrapato leva, no mínimo, um ano.
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Figura 1. Fêmea de carrapato-estrela ingurgitada. |
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Figura 2. Larvas de carrapato-estrela (micuins). |
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Figura 3. Micuins no estrato superior da vegetação em busca de hospedeiro. |
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Figura 4. Ninfa de carrapato-estrela. |
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Figura 5. Adultos (macho e fêmea) de carrapato-estrela. |
O cavalo é um hospedeiro tradicional do A. cajennenses e, por isso, devem-se tomar as medidas de controle
necessárias para diminuir a população do carrapato em áreas de criação. Uma
primeira medida importante para o controle é a manutenção das pastagens limpas,
ou seja, livre de plantas daninhas e com altura baixa da forragem, pois, assim,
o sol poderá entrar com mais facilidade no estrato herbáceo, aquecendo a região
e provocando a morte de alguns indivíduos da população de carrapatos. Outra
medida muito importante é o controle químico; este controle é feito a partir da
pulverização sobre o corpo do animal de uma calda contendo um acaricida - deltametrina,
por exemplo - (Figura 6); esta deve ser feita, semanalmente, nos meses de
abril a outubro, época que coincide com os períodos larval e ninfal do
carrapato; controlando estas fases tem-se, consequentemente, a diminuição da população
de adultos no período da primavera-verão. Após a pulverização, o cavalo deve
voltar para a área onde estava anteriormente, com o propósito de servir de isca
para os carrapatos que estiverem em busca de um hospedeiro. Animais gestantes
não devem receber o tratamento, pois pode ocasionar problemas na gestação. Também é recomendado que no período de
primavera-verão sejam feitas retiradas manuais de fêmeas ingurgitadas que
estejam no corpo dos animais, diminuindo, assim, as populações de larvas no
ciclo seguinte.
Figura 6. Equino recebendo pulverização contra carrapatos. |
Ademais, sugere-se a leitura de artigos que foram escritos por profissionais gabaritados no assunto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIOLOGIA E CONTROLE DE CARRAPATOS EM EQUINOS NO BRASIL. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/saudeanimal/artigo/biologia-e-controle-de-carrapatos-em-equinos-no-brasil_53914.html. Acesso em: 02 de
out. 2018.
LABRUNA, M. B. et al. Controle
estratégico do carrapato Amblyomma
cajennense em equinos. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cr/v34n1/a30v34n1.pdf.
Acesso em: 02 de out de 2018.
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